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"Apesar de a interpretação ser formalmente ensinada desde a década de 40 do século XX, ainda há quem alegue que não existe bibliografia a respeito da formação de intérpretes e que é preciso descobrir como se dá essa formação. É, também, comum nas instituições de ensino brasileiras a noção de que a formação de professores, de tradutores e de intérpretes pode ser feita num mesmo “pacote”, aliando-se, ainda, o próprio aprendizado da(s) língua(s) estrangeira(s) de trabalho. Este artigo pretende fazer um breve panorama histórico da formação de intérpretes em nível internacional, assim como discutir a existência de um consenso internacional no que tange à formação de intérpretes, a partir da bibliografia existente na área e da experiência pessoal do autor. Tal consenso foi denominado por Mackintosh (1995) “paradigma de ensino”, que fica bem claro, também, a partir do currículo das dezoito instituições de ensino superior que participam do consórcio denominado European Masters in Conference Interpreting. Incluem-se nele elementos como o excelente domínio da(s) língua(s) estrangeira(s) de trabalho antes do início do curso, a necessidade de o professor de interpretação ser intérprete, além de questões metodológicas específicas, como, por exemplo, o fato de a prática de consecutiva preceder a da simultânea. Propositalmente não se citam nominalmente quaisquer instituições brasileiras, a fim de descartar a possibilidade de o artigo ser entendido como propaganda institucional." (ver artigo completo)

PAGURA, R. - Tradução & Comunicação, Brasil, v.0, n.21, p.11-29, 2011.